quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
Depois de tantas tentativas de darmos certo, ficarmos juntos e sermos felizes para sempre terem falhado, chegou a parte mais torturante e difícil de aceitar: TE ESQUECER.
Sempre soube que esquecer alguém não era uma tarefa das muito simples, quisera eu que fosse, assim tão simples quanto desligar a tv quando a programação já não agrada.
Mas não seria fácil, pois eu queria continuar com a tv ligada. Sabe aquelas histórias de horror que te assustam, te deixam com medo, te fazem mal, mas ainda assim você fica vidrada e querendo saber mais? então, você é minha história de horror.
O primeiro passo para tirar você do pensamento foi acordar, lavar os olhos inchados depois de uma noite nostalgica e depre, olhar no celular para ter certeza de que não hávia nenhuma mensagem de "acorda bb, te amo", escovar os cabelos, colocar uma maquiagem nos olhos e um sorriso nos lábios, sorriso que de longe você saberia não ser o verdadeiro.
Sair e conhecer pessoas novas não foi lá tão eficaz, todos os lugares lembravam você e eu te procurei no meio da multidão, então o próximo passo foi fugir de tudo que me trazia sua imagem no pensamento, mudar a estação do rádio quando começava a tocar nossa música, virar o rosto enquanto passava nos lugares que costumávamos frequentar e o que seria primordial, excluir você dos contatos no celular e de todas as redes sociais.
Só não pude evitar sentir o seu perfume quando alguém o estava usando e as cenas que se repetiam na forma de sonhos quando eu finalmente conseguia dormir. Mas quem disse que seria fácil? quem disse que seria rápido?
Parece clichê, mas o tempo nessas horas é o nosso melhor amigo, só ele é capaz de preencher aquele buraco no peito que você deixou, só ele cura aquela ferida que sangra a cada amanhecer, a cada olhada no celular. Naturalmente com o tempo, vieram os novos amigos, novas músicas, novos perfumes, novos lugares, assim, você já não se fazia tão presente no meu viver, a ansiedade toda vez que o telefone toca já pode ser controlada, é, acho que estou conseguindo me livrar desse fantasma, dessa história de horror.
Assim, se continuar nesse ritmo, logo poderei pronunciar seu nome sem ânsiar o choro, poderei olhar novamente para aquele areião sem enxergar seu carro, poderei cogitar a hipótese de me apaixonar novamente, e de tentar mais uma vez, e se não der certo? agora eu já sei o passo a passo, já estou vacinada e ninguém mais ficará guardado em mim como você ficou, afinal, já dizia Roberto Carlos "amar como eu te amo, só uma vez na vida".
Sempre soube que esquecer alguém não era uma tarefa das muito simples, quisera eu que fosse, assim tão simples quanto desligar a tv quando a programação já não agrada.
Mas não seria fácil, pois eu queria continuar com a tv ligada. Sabe aquelas histórias de horror que te assustam, te deixam com medo, te fazem mal, mas ainda assim você fica vidrada e querendo saber mais? então, você é minha história de horror.
O primeiro passo para tirar você do pensamento foi acordar, lavar os olhos inchados depois de uma noite nostalgica e depre, olhar no celular para ter certeza de que não hávia nenhuma mensagem de "acorda bb, te amo", escovar os cabelos, colocar uma maquiagem nos olhos e um sorriso nos lábios, sorriso que de longe você saberia não ser o verdadeiro.
Sair e conhecer pessoas novas não foi lá tão eficaz, todos os lugares lembravam você e eu te procurei no meio da multidão, então o próximo passo foi fugir de tudo que me trazia sua imagem no pensamento, mudar a estação do rádio quando começava a tocar nossa música, virar o rosto enquanto passava nos lugares que costumávamos frequentar e o que seria primordial, excluir você dos contatos no celular e de todas as redes sociais.
Só não pude evitar sentir o seu perfume quando alguém o estava usando e as cenas que se repetiam na forma de sonhos quando eu finalmente conseguia dormir. Mas quem disse que seria fácil? quem disse que seria rápido?
Parece clichê, mas o tempo nessas horas é o nosso melhor amigo, só ele é capaz de preencher aquele buraco no peito que você deixou, só ele cura aquela ferida que sangra a cada amanhecer, a cada olhada no celular. Naturalmente com o tempo, vieram os novos amigos, novas músicas, novos perfumes, novos lugares, assim, você já não se fazia tão presente no meu viver, a ansiedade toda vez que o telefone toca já pode ser controlada, é, acho que estou conseguindo me livrar desse fantasma, dessa história de horror.
Assim, se continuar nesse ritmo, logo poderei pronunciar seu nome sem ânsiar o choro, poderei olhar novamente para aquele areião sem enxergar seu carro, poderei cogitar a hipótese de me apaixonar novamente, e de tentar mais uma vez, e se não der certo? agora eu já sei o passo a passo, já estou vacinada e ninguém mais ficará guardado em mim como você ficou, afinal, já dizia Roberto Carlos "amar como eu te amo, só uma vez na vida".
Escutei músicas tristes, assisti a filmes dramáticos, fiz quinze panelas de brigadeiro, acabei com três potes de sorvete e ganhei alguns quilos a mais. Nada disso adiantou. Nenhuma música entendeu, nenhum texto fez sentido, nenhum conselho foi suficiente. Disseram que eu devia sair e conhecer outros caras. Que eu tinha que levantar, lavar o rosto e seguir minha vida. Que você não merecia minhas lágrimas. E eu queria que tivesse sido assim fácil. Queria simplesmente ter saído e conhecido outros caras. Queria simplesmente ter levantado, lavado o rosto e seguido a minha vida. Queria não ter chorado por quem não merecia. Queria ter esquecido você assim, facinho, como todos diziam. Mas esquecer você foi bem mais difícil que isso.
Pra esquecer você, tive que ocupar as 24 horas do meu dia. Tive que parar de escutar as bandas que você me apresentou. Tive que passar longe de todos os lugares que você mais gostava. Tive que colocar todos os dias uma máscara de maquiagem, com pó, blush e rímel, junto com um sorriso que você saberia que era falso. Tive que me trancar no banheiro e chorar quietinha, para ninguém descobrir que você ainda me doía. Tive que virar o rosto para não ver você sendo feliz. Tive que frequentar outros lugares, mudar a minha rotina e dar uma balançada na minha vida. Pra esquecer você, olha só, tive que engolir mil vezes o gosto amargo do nosso fim mal acabado.
Não foi rápido. Eu acordava todo dia com uma sensação de um eterno soco no estômago. Abria os olhos e sentia as pálpebras pesadas pelo choro da noite anterior. Corria para o celular só para ver se você não tinha voltado, se não tinha se arrependido, se você ainda me amava. Não amava. E eu achava, a cada manhã, que arrancavam pouquinho a pouquinho um pedaço de mim. Arrancavam sim. Um pedaço doente, maltratado e abandonado que eu havia esquecido por aqui: você.
Enquanto eu te esquecia, devagarinho, sem nem me dar conta que o fazia, eu conheci outras pessoas. Fui a outros lugares. Li outros livros. Comecei a gostar de outros tipos de música. Enquanto eu te esquecia, sem mais me pesar com a obrigação de te esquecer, lavei sim o rosto, levantei e segui minha vida. Deixei que você morresse sem grande alarde, porque todo o alarde possível eu já havia feito no primeiro tiro. Enquanto você sangrava dentro de mim e era recolhido para o necrotério, eu fiz a mesma coisa que você: fui tentar ser feliz.
Esquecer você me doeu. Não vou mentir, só porque agora você virou só mais uma parte desse meu passado bobo. Não vou fingir, nem vou dizer por aí que você não representou nada. Representou: todo o papel de boba que eu nunca mais quero fazer. Esquecer você foi, sim, bem difícil.
Mas enquanto eu te esquecia, aprendi a maior lição que você podia ter me dado: com você, foi só ilusãozinha. Amor, amor é muito mais do que isso. Então, obrigada.
Pra esquecer você, tive que ocupar as 24 horas do meu dia. Tive que parar de escutar as bandas que você me apresentou. Tive que passar longe de todos os lugares que você mais gostava. Tive que colocar todos os dias uma máscara de maquiagem, com pó, blush e rímel, junto com um sorriso que você saberia que era falso. Tive que me trancar no banheiro e chorar quietinha, para ninguém descobrir que você ainda me doía. Tive que virar o rosto para não ver você sendo feliz. Tive que frequentar outros lugares, mudar a minha rotina e dar uma balançada na minha vida. Pra esquecer você, olha só, tive que engolir mil vezes o gosto amargo do nosso fim mal acabado.
Não foi rápido. Eu acordava todo dia com uma sensação de um eterno soco no estômago. Abria os olhos e sentia as pálpebras pesadas pelo choro da noite anterior. Corria para o celular só para ver se você não tinha voltado, se não tinha se arrependido, se você ainda me amava. Não amava. E eu achava, a cada manhã, que arrancavam pouquinho a pouquinho um pedaço de mim. Arrancavam sim. Um pedaço doente, maltratado e abandonado que eu havia esquecido por aqui: você.
Enquanto eu te esquecia, devagarinho, sem nem me dar conta que o fazia, eu conheci outras pessoas. Fui a outros lugares. Li outros livros. Comecei a gostar de outros tipos de música. Enquanto eu te esquecia, sem mais me pesar com a obrigação de te esquecer, lavei sim o rosto, levantei e segui minha vida. Deixei que você morresse sem grande alarde, porque todo o alarde possível eu já havia feito no primeiro tiro. Enquanto você sangrava dentro de mim e era recolhido para o necrotério, eu fiz a mesma coisa que você: fui tentar ser feliz.
Esquecer você me doeu. Não vou mentir, só porque agora você virou só mais uma parte desse meu passado bobo. Não vou fingir, nem vou dizer por aí que você não representou nada. Representou: todo o papel de boba que eu nunca mais quero fazer. Esquecer você foi, sim, bem difícil.
Mas enquanto eu te esquecia, aprendi a maior lição que você podia ter me dado: com você, foi só ilusãozinha. Amor, amor é muito mais do que isso. Então, obrigada.
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